segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pensamentos de uma mente insegura...

Sou daquele tipo de pessoa que fica se questionando quando alguém puxa conversa, demonstra interesse, "o que ela quer de mim?". Não me acho interessante o suficiente pra novas pessoas se aproximarem...
Os meus amigos, eu sei que eles me amam, já faz tanto tempo que eu nem lembro o porque, parece que eles me amam desde sempre. Também, já passamos por tantas coisas juntos, que não importa mais se eu deixei de ser uma pessoa interessante, se é que eu já fui algum dia, o que importa é que já estamos acostumados. E as pessoas tendem a se apegar a isso. É mais fácil do que criar novos costumes, porque a gente nunca sabe como eles foram criados.
Mas voltando aquela pessoa... O que ela viu em mim? Sempre fica essa pergunta... Aí me lembro daquele dia, em uma festa, em um bar, em que fomos apresentados por amigos em comum, ou não, porque em geral as pessoas não se apresentam mais, elas apenas já entram no meio da conversa e a gente acaba descobrindo o nome delas em algum momento. Mas então, foi naquela reunião, com amigos em comum, que tivemos uma boa conversa, pelo menos foi o que eu senti. Sempre fico feliz com boas conversas, gosto de conversar. Mas nunca acho que a outra pessoa se sentiu da mesma forma, fico sentindo que meus pensamentos são tão óbvios, tão comuns, previsíveis. E, penso eu, que pessoas previsíveis não tem nada que motive alguém a uma segunda conversa. Mas também, pessoas comuns não são lembradas.
Então dever ser isso, ele não se lembra de mim, deve estar me confundindo com alguém interessante e vai se decepcionar quando perceber que eu sou mais uma pessoa, comum, como qualquer outra, que a gente vê no metrô de vez em quando e desvia o olhar pra não ter que puxar conversa.

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