Permito que os sentimentos bons e até mesmo os ruins, possam fluir por mim. Deixo que se misturem ao meu sangue, que façam parte da estrutura do meu DNA, que constituam as células do meu corpo. Não quero que minhas veias entupam e meu coração pare de bater...
Aprecio a dor da mesma forma que aprecio o amor... Pois a intensidade dos sentimentos me permitem viver. Se apenas o amor eu sentisse, eu não enxergaria os detalhes sutis que o definem, eu não saberia o quão belo ele é e de aprecia-lo, eu seria incapaz. Quando permito que lágrimas escorram por minha face e aceito o aperto no meu coração, eu percebo o quanto o amor pode ser contraditório, confuso, bagunçado. E o que seria do meu mundo, se tudo nele fosse simples, fácil e compreendível? Como seria se eu tivesse conhecimento de todas as cores e sabores, sem nem ao menos tê-los visto, provado? Meus olhos não seriam surpreendidos, meus pés, minhas mãos não teriam o prazer de se aventurar e minha língua seria peça inútil no meu corpo, simples alegoria, enfeite de carnaval.
O "fácil" não é atraente... O "obvio" não é sensual.
Me deixa sorrir... Me deixa chorar. Sou jovem, minha face é pura elasticidade. Que minha boca trema, que meus dentes apareçam... Que meus olhos pisquem sem parar, se fechem ao ver minha boca calar. Pois enquanto jovem, a minha pele eu permito o máximo se esticar, pois quando for velha, minhas marcas vão ser carregadas de histórias pra contar.
Do caralho branca! parabéns minha escritora..muito foda mesmo(L)
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